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Bromo - Indonésia. Uma viagem aos céus!


Hoje a história é sobre uma aventura e uma prova em um dos lugares mais lindos e com a vista mais impressionate que já vi na vida: o Bromo Marathon (https://bromomarathon.com) ou, no caso, a meia maratona do monte Bromo (Gunung Bromo) na Indonésia. Algo realmente espetacular.

Essa prova ocorre entre os meses de setembro e outubro. Mas bem, para chegar até lá não é nada fácil. Primeiro um voo de Balikpapan até Surabaya, na ilha de Java e depois um passeio de 3 horas de ônibus por estradas nada confortáveis até Malang uma 'pequena' cidade, pequena para os padrões indonésios - 820 mil habitantes, no leste da ilha. Chegando no hotel são mais 2 horas de carro até a Tosari Tengger Village, morro acima, onde ocorre a tal corrida.

Pois bem, eu já havia ido a mesma corrida no ano anterior mas infelizmente não pude participar já que havia tido uma lesão séria no joelho que me impedia de correr. Mas de qualquer maneira acompanhei alguns amigos e seus familiares nessa aventura. Experiência tal que me rendeu a responsabilidade e compromisso de organizar a "excursão" no ano seguinte.

Durante a organização convidei alguns amigos, inicialmente éramos 6 corredores até que um deles perguntou se poderia levar a família. Por que não? E assim todos nós decidimos levar nossos familiares. Tal decisão ocasionou algo até engracado, alguns amigos não corredores perguntaram se poderiam ir, não iriam correr mas não queriam perder aquela aventura. Resultado: éramos cerca de 40 pessoas incluindo corredores, esposas e a criançada toda. Enfim uma grande equipe de apoio. Tive que alugar um ônibus para nos transportar do aeroporto até o hotel em Malang...

Depois da viagem inicial chegamos a Malang ao redor das 21h e nos hospedamos em um hotel interessantíssimo chamado Hotel Tugu Malang. (Vale a pena uma pesquisa. As fotos do hotel são sensacionais https://www.tuguhotels.com/hotels/malang/). Já devidamente hospedados, havíamos combinado com o hotel um passeio muito especial, que eu já havia feito no ano anterior e não poderia deixar aquela turma toda de fora. Entao a meia-noite alguns Jipes nos buscaram no hotel para um passeio que seria inesquecível para muitos de nós. Destino: vale dos vulcões, onde estava localizado o Bromo.

Pois bem, todos devidamente acomodados nos jipes partimos pela madrugada rumo aquele lugar mágico. A viagem foi sensacional. Primeiro saindo da cidade, despois rodando por uma estrada estreita, que subia e subia. A cada metro de subida a temperatura caia, a cada parada estrategicamente calculada pelos jipeiros guias haviam alguns vendedores que comercializavam luvas, gorros, cachecóis. Eu eu que havia ido de bermuda e camiseta ia comprando e me equipando a cada parada.

Foi quando, no meio da noite, chegamos a uma campo aberto e nosso motorista acelerou no meio daquela escuridão. Parecíamos estar em um rali, foi então que eu percebi faróis que vinham de todos os lados, faróis que estavam distante e apontavam para a mesma direção. Nosso motorista parecia acelerar. Seria uma competição? Então percebi que estávamos no meio de um campo aberto, aparentemente não havia estrada, mas um área enorme onde todos pareciam acelerar para chegar em primeiro lugar. Jipes de todas as cores, por todos os lados no meio da madrugada, algo surreal. Foi quando então observei no fim daquela imensidão, lá no final havia uma estreita estrada que subia e então me dei conta o porque da pressa. Não havia lugar para estacionar então quem chegasse primeiro estacionária mais próxima ao ponto final e caminharia menos.

Enfim chegamos, estacionamos os jipes, era uma imensidão de pessoas e jipes. Fazia um frio tremendo, várias pessoas comercializavam roupas de frio e eu não tive dúvida aluguei, sim aluguei, um super jaqueta quentinha. Eram 4 am, faltavam cerca de 1 hora e meia para o nascer do sol. Paramos em um casebre bem rústico onde havia café e chá. Lá ficamos alguns minutos para nos aquecer. Incrível aquele frio, na Indonésia, impensável!

Depois de alguns minutos seguimos caminhando para então chegar ao que seria um miradouro. Estava tudo muito escuro. Não se via nada além do caminho iluminado por poucas luzes. Havia uma multidão, todos ali buscando uma melhor posição para observar o que a luz da manhã nos revelaria. Eu confesso que não sabia o que esperar. Não havia pesquisado sobre aquilo, minha preocupação era a corrida que aconteceria no domingo. Foi quando os primeiros raios da manhã começaram a surgir. Era uma mistura de cores, um vermelho alaranjado com algo de azul que parecia amarelo. Um completo estase de cores. Algo que eu nunca havia imaginado. Algo indescritível. As pessoas ao redor se deliciavam com tudo aquilo. A cada minuto os raios de sol revelavam algo espetacular.

Foi quando ao fundo, lá embaixo se observava na penumbra uma imagem incrível, montanhas, vulcões, algo irreal. Eu não acreditava no que via. Não acreditava nos meus olhos. Era o vale dos vulcões. Pensei em tanta gente, em tantas pessoas que eu gostaria que estivessem ali comigo naquele momento. A cada momento, a cada minuto uma nova e extraordinária imagem era revelada. Aquela visão era impressionante. Nunca imaginei que poderia viver aquilo na minha vida.

Depois do nascer do sol e de tanto se deliciar com aquela visão, com aquela paisagem era hora de partir. Hora de ir até aquele vulcão que ao longe soltava aquela fumaça. Depois de alguns minutos no jipe chegamos ao vale, la em baixo, um mar de cinzas vulcânica. Já era dia e ao fundo se viam as montanhas e vulcões. Ao parar o jipe tínhamos duas opções: caminhar até o tal vulcão ou alugar um cavalo. A distância era algo de 1 km mas a cinza vulcânica era espessa e fazia uma poeira tremenda com a caminhada. Então te cavalo fomos todos nós. Após alguns minutos chegamos ao pé daquele vulcão chamado Bromo, que ainda estava ativo. A nossa frente uma escada de não mais que 50 metros. Era uma multidão de gente subindo e descendo. Algumas com bastante dificuldade mas a experiência valia qualquer esforço. Então subimos aqueles degraus para então nos encontrarmos na boca de um vulcão ativo! Extraordinário!!!

Na minha segunda viajem aquele lugar um dos aventureiros que nos acompanhava era um grande amigo geólogo que trabalhava em uma das empresas de petróleo em Balikpapan. O fato de ter ele naquela viagem fazia com que o passeio fosse mais do que imagens extraordinárias mas sim uma viagem de milhões de anos pela história da formação daquele vale. Um conhecimento que nos fazia mais espantados com aquela imensidão e magia da natureza. Nessa segunda viagem o vulcão fazia um barulho, um ronco, um rugido.. sem dúvida estava ativo. Logo ao fim daquela escada havia um parapeito, bem precário, mas havia. Caminhado mais a esquerda podíamos seguir por um caminho, agora sem parapeito, que nos levara ao ponto mais alto alcançável… e la fui eu com meu amigo geólogo que não se continha na alegria de estar ali. Me explicava que aquelas que pareciam montanhas ao fundo na verdade eram o anel, ou borda, do que um dia foi um super vulcão, enorme, difícil de explicar em palavras, e que aquelas “pequenas” montanhas e o próprio vulcão Bromo havia surgido posteriormente, muito depois.

Pois bem, essa foi uma viagem incrível e inesquecível que um dia, sem dúvidas, quero levar meus filhos a conhecer. Bom a historia da corrida vai ficar para outro post. espero que tenham gostado.

Alguns mantras poderosos!

#1 

"What consumes your mind, controls your life"

 

#2
"O ato de correr é mais do que uma sucessão de saltos como está conceituado na literatura. Correr é um ato de coragem, persistência e superação; um metafora da vida na mais pura expressão atlética" - Alan Ricardo Costa

 

#3

"Don't be easy to define, let they wonder about you" @sucess_foundation

#4
Love your fucking life. Take pictures of everything. Tell people you love them. Talk to random strangers. Do things your're are scared to do. Fuck it, because so many of us die and no one remembers a thing we did. Take your life and make it the best history in the world. Don't waste that shit"

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